sábado, 1 de novembro de 2008

Bárbara Luci Carvalho da Fonseca [Deslinde]

Título: Deslinde




DESLINDAR v.t(conj.14).1. Averiguar as demercações de; remarcar. 2. Descobrir coisa difícil ou embaraçosa; apurar.3. Desenredar, desvencilhar.
Larousse Cultural.Dicionário da língua portuguesa . Editora moderna.1992.







DESLINDE
(Cassandra Bastos)

Quem transpôs a dor?
Aquecida, dorme no peito
Adormecida...
Silente na hora mais comovente.
E o cinzel do tempo,
Compondo de frágil matéria
A condição viva de homem
A condição viva de homem...
A condição: vida de homem.

Bárbara Luci Carvalho da Fonseca, 20 anos, estudante de Licenciatura em Teatro pela UFBA.


" Acredito que a arte é o reflexo da cultura de um povo; apreciar uma obra verdadeiramente artística, isto é, inspirada pelo nível divino do ser humano no qual reside o belo, é uma libertação e elevação da nossa consciência."

Avany Vieira [Procura Árdua]

Avany Vieira

Procura Árdua


Avany Vieira, mãe encantada pela prole, dedicada
psicóloga, profissional incansável, amiga vibrante, mulher feliz e
apaixonada pela vida.


Avany Vieira

Título: Salto para a leveza

O ser femenino, a simplicidade, o meu momento, misto de dor, reflexão e reencontro com a
minha essência, com o prazer e a serenidade.

Anne Solimar Pacheco Felix [Ser..Tão..]

Título: Ser...Tão...




Anne solimar, estudante de Artes Plásticas pela Ufba


Que busca Ser e sentir cada vez mais a vida com a beleza da arte De forma Tão sublime e única como a vida.

Ana Gonçalves e Júlio Nunes Sandes [Tropicália]

Título: Tropicália




Ana Gonçalves,18 anos,vestibulanda. e
Júlio Nunes Sandes,16 anos,estudante do 3º ano do Ensino Médio



Como prometi há séculos! vou começar a colocar as fotos dos trabalhos realizados pelos alunos da primeira turma da Oficina de Criatividade e Explorações Contemporâneas.


Um abraço
Raquel

Turma nova no pedaço?

É inevitável, quando nos reunimos em um novo grupo, que não façamos amigos. A turma nova de Valécia já começou, pelo que fiquei sabendo.

O que digo pra vocês é que se abram a aprendizagem, ao novo, a amizade. Aprendam com o outro, ensine, dê e receba e saiba escutar. Acho que esses são os pré-requisitos para aproveitar ao máximo as aulas de Valécia.
Meu Deus! tô virando uma puxa-saco de primeira! Mas não é sem motivo..ela merece!

Um grande abraço a todos!


Raquel

sábado, 4 de outubro de 2008

Exposição Retalhos & Entalhes da professora Valécia Ribeiro





A exposição dos trabalhos Retalhos & Entalhes, da professora e Artista Plástica Valécia Ribeiro aconteceu nessa sexta-feira, 3 de outubro de 2008 na Galeria Solar Ferrão.


A galeria Solar Ferrão foi recentemente inaugurada depois de ter passado por um processo de restauração e possui além de outras duas exposições, uma biblioteca, um espaço para estudo e pesquisa além de um belo jardim.


Os trabalhos Retalhos & Entalhes foi selecionado pela Funceb no projeto Portas Abertas para as Artes Visuais e ficarão na Galeria até 2 de novembro. São dois trabalhos que se inter-relacionam, tanto pelas imagens utilizadas como pelo conceito que os definem.

Retalhos – tramas que tecem o ser


"No olhar fragmentado da fotografia,
os recortes se apresentam como uma totalidade,
texturas do meio e das pessoas se mostram como imagens abstratas
que se combinam e se confundem entre marcas e sinais do tempo.
A vivência do espaço cotidiano incorporada em linhas, formas e cores
que tomam a realidade como dado sensível
revelando a expressão do ser: o 'real' em recortes abstratos".
Esse trabalho, recortes (retalhos) de fotos de pessoas e lugares possui 15 metros de comprimento.



No trabalho intitulado Entalhes - traços que ocultam o ser, os retratos de pessoas comuns, combinadas com as fotos de troncos de árvores, portas, pedras, paredes, chãos são um desafio para os olhos e para a interpretação. Cada retrato tem uma textura que se encaixa perfeitamente com o retrato e que nos faz perceber o trabalho minucioso feito em cima das duas imagens, no desafio de casá-las. Esse deve ter sido o seu maior desafio, achar a textura certa para o retrato certo. Nesse trabalho Valécia conceitua:





"Fotografias que ora se revelam puras em texturas e cores,
e ora se mostram híbridas, nos rostos
esculpidos em fusões entre o sujeito e o meio.
Retratos que falam dos vínculos que emergem da trama
que cada um tece com o mundo ao seu redor,
como portas e janelas do interior que se fecham e se abrem para o exterior".

Em ambos os trabalhos a figura humana é confundida e condensada com o meio. Em Retalhos natureza e homem são fragmentados compondo o ser. Em Entalhes o homem se fragmenta no meio, se mistura a texturas, não sendo possível saber quem está em primeiro plano: homem e ambiente se confundem.

Valécia Ribeiro é Artista Plástica e tem ministrado aulas de Mixmídia, na Escola de Belas Artes da UFBA, no curso de extensão, e oficina de Criatividade e Explorações Contemporâneas com Jovens artistas, no Palacete das Artes. O curso do Palacete das Artes rendeu bons frutos e até uma exposição dos trabalhos dos alunos. Os jovens na arte se encataram com o mundo de possibilidades para o fazer artístico apresentado pela professora. Ela também é jovem, e atendendo ao pedido de deixar um recado para jovens na arte, ela diz

"Lembre-se que não há limites entre a arte e a vida, deixe que a arte contamine sua vida e a vida contamine sua arte!"

Valécia Ribeiro


Fotos da Exposição:




















Raquel Maciel



Recital e Exposição: Corpo e Tempo

“Corpo e Tempo”, “Tempo e corpo”, o “Corpo”, o “Tempo”: são palavras muito antigas escolhidas como tema para exposição dos trabalhos realizados na Oficina do Museu Rodin da Bahia, sob a égide – sem exagero algum – da Educadora Valécia Ribeiro. Tanto quanto antigas essas palavras são sobretudo originais na medida que são atualizadas pela própria existência do Homem-no-Mundo e do Mundo-no-Homem. 

Com efeito, talvez sejam alí mesmo, anteriores aos mitos de Kronós e Criação – Teogonia – uma vez que tudo ocorre e decorre independente dessa necessidade do Homem de dar Nomes às coisas e conceituar bem como fazer Filosofias... Ora, dizer Tempo é atualizar na historicidade e História do Homem-no-Mundo, a essência de sua vivencia que no Tempo mesmo o Homem inventa em sua espacialidade e caminho.

Sendo o corpo a primeira experiência humana, em qual momento desse mesmo experienciar-a-si-mesmo, consciente de sua existência, o Homem acena para o sentido profundo de Tempo? “Por conseguinte, o que é o Tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; porém, se quero explica-lo a quem me pergunta, então não sei...” Santo Agostinho, Confissões, XI, 14.

Alias, não havendo Tempo senão pelo envelhecer e perecer das coisas e não como realidade palpável em si mesmo, onde o Homem inquieto de sua espacialidade Limitada e Limitante alcança Tempo e Fluir encarnado no Mundo?  Para além da subjetividade de cada Tempo em cada individuo e para todo Eterno que o Homem delimita para não enlouquecer que o Fazer artístico, pelo modo do seu dialogar com o futuro pelo presente, cristaliza e territorializa, pela sua própria urgência do Novo e porque nascer e morrer, não deve finalizar sua existência – do artista, obviamente – sedenta do não visto. O Tempo da arte deve ser o não-haver-tempo pelo corte colorido ou não que o Fazer do artista produz. E há a Beleza ( ομορφιά ), que não sabemos o que é uma vez que: “... A beleza é uma coisa terrível e espantosa. Terrível porque indefinível e não se pode defini-la porque Deus só criou enigmas...” Dostoievski (1821-1881), Irmão Karamazovi.

Houve um Tempo de aprender sob a Luz de Valécia assim também como houve um Tempo para ela aprender pelo Mundo e nessa tessitura de saberes, na esteira do amor e da Curiosidade que fora re-afirmada Luz em oposição à escuridão,  e agora compreendido, com a consciência de que tudo é Processo: encerra.
Gilson Figueiredo

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Retalhos e Entalhes - Valécia Ribeiro


A exposição do trabalho Retalhos & Entalhes da professora e Artísta Plástica Valécia Ribeiro, na Galeria Solar Ferrão, será nessa sexta-feira, 3 de outubro de 2008. A galeria Solar Ferrão foi recentemente depois de ter passado por um processo de resturação. O local também abriga uma exposição de Arte Sacra com peças do séculos XVII, XVIII, XIX e XX e uma coleção com mais de mil peças de várias culturas, principalmente a africana, com máscaras, estátuas, móveis, entre outro.
O trabalho Retalhos e Entalhes foi selecionado pela Funceb no projeto Portas Abertas para as Artes Visuaise ficará na galeria Solar ferrão de 03 de outubro a até 2 de novembro. As fotos de pessoas comuns, tiradas nas regiões do interior de Brasília combinadas com a textura diversas são um defafio para os olhos e para a interpretação das imagens. A artista trabalhou em cima das fotos e das imagens e com certeza

Exposição!

Nossa exposição finalmente aconteceu e foi muito boa! O Palacete acolheu nossos trabalhos com muito carinho e por isso a exposição continua até sexta feira, dia 3 de outubro, no anexo do Palacete.

A exposição O Corpo e O Tempo, resultado da oficina Criatividade e Explorações Contemporâneas - Jovens Artistas, aconteceu no sábado, dia 27 de setembro e começou às 16 horas com direiro a Recital de Poesias muito lindo e a presença da coordenadora do setor educativo do palacete, Isabel Schaeppi.

Vejam as fotos da exposição nos proximos posts.

Raquel Maciel




eu vi
Recital
Larissa Perazzo

Recital










Bárbara Luci - Deslinde

Larissa Andrade
Bárbara Luci
Larissa Andrade
Gilson Figueiredo
Bruna Rola e Avany
Avany

fotos - exposição

Thaís CarneiroValécia Ribeiro e Gilson Figueiredo
Carla Calixto
Viviane dos Santos

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

impressões

Finalizamos o curso, mas o blog continua! Por isso vou transcrever aqui alguns trechos do texto que enviei para Valécia:


O curso de artes foi muito importante pra mim. Aprendi técnicas simples e acessíveis, conheci um pouco sobre história da Arte, principalmente arte moderna e contemporânea, e conheci novas pessoas que estão na mesma ânsia que eu, na mesma sede, na mesma vontade de mergulhar nesse mundo misterioso que é o mundo das artes. Percebemos que produzir uma obra não é apenas se expressar, é estar num contexto de expressão.

Escrever sobre todo o processo desse curso não é uma coisa fácil. Foi um curso curto, mas com muito conteúdo e muita atividade. Pra mim foi muito valido porque vi coisas novas, tive acesso a coisas que nunca tinha visto, e, mais importante, descobri na arte uma paixão. O processo de criação com os trabalhos realizados nas aulas e em casa foi muito enriquecedor. Na aula, com o acompanhamento da professora, observando o processo de cada um: onde poderíamos melhorar e o que poderíamos fazer, mas nos deixando livres para construir nossos trabalhos da nossa forma. Essa liberdade foi muito importante e foi ela que me possibilitou arriscar e experimentar sem medo. Os nossos trabalhos foram enriquecendo com passar do tempo. A cada aula aprendíamos técnicas simples e acessíveis e que nós mesmos poderíamos incrementar, dar o nosso próprio toque.

No curso, me senti livre e ao mesmo tempo angustiada. A cada aula recebia mais informações e percebia mais possibilidades de criar. Cada aula recebia um monte de informações e uma enxurrada de idéias me atormentavam. Por isso não quero que esse curso seja apenas mais um curso para o currículo, uma distração. Esse curso de artes me acrescentou muito, me sinto cheia de arte, foi como uma iniciação, como se a professora Valécia tivesse aberto a porta do mundo da Arte pra mim.

O meu quadro, como o quadro dos meus colegas, não é apenas um quadro, mas é um processo de criação. Vivemos vários momentos. Há quadros em cima de quadros, pois inventamos e reinventamos. Sacrificamos algumas partes, cortamos, picotamos, queimamos, lixamos, raspamos. Brincamos com texturas, com gel, com areia. Pintamos, repintamos e seguimos assim até chegar num ponto que nos agradasse. No entanto confesso que é difícil chegar nesse ponto devido ao mundo de possibilidades que essa maneira de criar possibilita.

Nas aulas eu pude perceber que na arte contemporânea a leitura das obras está muito mais voltada para a intenção do autor do que para a forma criada. A interpretação está para além de uma leitura sobre a forma, até porque em alguns quadros as formas são praticamente indecifráveis. O processo, na arte contemporânea, é mais importante.

Tivemos acesso a muito material teórico. Os slides muito bem fetos com as obras mais marcantes e as épocas mais importantes. Com esse conteúdo introdutório cada aluno, na medida em que se interessava por um movimento ou por um artista, ia pesquisando. As aulas, divididas em parte teórica e prática, possibilitou-nos ver e criar. Depois de degustarmos e digerirmos a História da Arte, nós, cheios de força, expressávamos nossas idéias com tinta, massa, areia, recorte, gesso, gel, papel jornal, termolina, pratinho de isopor, pincel, espátula e nossas próprias mãos. Alguns colegas já cursando a Escola de Belas Artes e outros, como eu, se aventurando nesse caminho, foram descobrindo e aprendendo. Teve gente que sorriu, teve gente que chorou. Sem tirar nem por: foi um curso curto mais muito rico em que eu cresci como pessoa, como filósofa e como artista. Nele descobri um talento e fiz novos amigos.

Em resumo acredito que Valécia conseguiu, da sua maneira, um despertar para o mundo da arte de uma maneira mais lúcida. Eu descobrir uma tendência, tonifiquei minhas potencialidades. Não gosto de pensar nesse curso como mera terapia, mas, sem dúvida me ajudou a crescer muito. Devo muito ao Palacete e ainda mais a Valécia. Agradeço pela maneira de trabalhar, pela delicadeza, pelas observações importantíssimas e pela força.

E é isso.

Raquel Maciel